Donald Trump processa New York Times e editora por US$ 15 bilhões por difamação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com um processo contra o jornal New York Times, quatro jornalistas do veículo e a editora Penguin Random House, solicitando, ao menos, US$ 15 bilhões (R$ 79,8 bilhões) em indenização por difamação e calúnia. A ação foi registrada na segunda-feira (15) em um tribunal federal da Flórida, conforme apurado pela Reuters e pelo portal InfoMoney.

O processo se refere a uma série de publicações do jornal, incluindo um editorial pré-eleitoral que classificava Trump como inapto para o cargo, além do livro Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success (“Perdedor sortudo: como Donald Trump desperdiçou a fortuna de seu pai e criou a ilusão de sucesso”), lançado pela Penguin Random House na mesma época.

Segundo a ação, “os réus publicaram maliciosamente o livro e os artigos sabendo que estavam cheios de distorções repugnantes e fabricações sobre o presidente Trump”. O documento destaca que as publicações teriam causado danos à reputação pessoal e empresarial de Trump, incluindo desvalorização das ações da Trump Media and Technology Group (TMTG).

Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou: “Hoje tenho a grande honra de abrir um processo de US$ 15 bilhões por difamação e calúnia contra o New York Times”, acusando o jornal de mentir sobre sua família, negócios e movimentos republicanos como o Make America Great Again.

O processo surge poucos dias após Trump ter ameaçado processar o New York Times por reportagens ligadas ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais em 2008, que morreu na prisão em 2019. Trump afirma ter cortado relações com Epstein em 2006, enquanto o jornal apresenta evidências de que a relação teria continuado até o falecimento do financista.

Esta ação integra uma série de ofensivas judiciais do presidente contra veículos de imprensa durante seu segundo mandato. No início de 2025, Trump processou o Wall Street Journal por pelo menos US$ 10 bilhões, e em julho a Paramount, dona da CBS, firmou acordo em processo relacionado a uma entrevista exibida no programa 60 Minutes.

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