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Adolescente de 14 anos é morto durante operação da PM: ‘tiraram a vida do meu filho, um pedaço de mim’

Um adolescente de 14 anos foi morto durante uma ação da Polícia Militar na localidade da Ceasa, em Simões Filho, no final da tarde de quarta-feira (22). A mãe de Wendel Souza acusa os policiais de matar o garoto dentro da viatura, quando ele estava sendo socorrido para uma unidade de saúde da cidade.

De acordo com familiares e amigos do rapaz, Wendel estava empinando arraia quando policiais chegaram em dois carros e começaram atirar aleatoriamente. O adolescente foi atingido no braço e correu para se proteger na casa de uma vizinha, que ficou repleta de marcas de tiros de grosso calibre.

Mara, a mãe do garoto, contou ao Balanço Geral, nesta quinta-feira (23), que tentou chegar até o filho, mas foi impedida pelos PMs. Em seguida, o rapaz teria saído andando e foi colocado dentro de uma viatura para ser encaminhado ao hospital, onde foi verificada a sua morte.

“Eu só quero justiça! Meu filho era um menino bom, querido na comunidade, estudante, não se envolvia com nada errado. Estava brincando, empinando arraia quando foi baleado. Os policiais chegaram dando tiro de forma aleatória e invadiram casas dos moradores, dizendo que tinha pessoa de alta periculosidade lá. Não houve troca de tiros. A Rondesp de Simões Filho é assassina, a Peto é assassina! Só chegam metendo medo e mataram meu filho, uma criança de 14 anos”, acusa Mara.

Ela lembra que o filho tinha o sonho de ser cantor e costumava escrever várias músicas em casa. “Ele entrou andando na viatura e, no meio do caminho, tiraram a vida do meu filho, tiraram um pedaço de mim. Os policiais estão destruindo famílias, lares, matando inocentes”, acrescentou a mãe.

Amigos, vizinhos e familiares de Wendel promoveram um protesto nesta quinta. Um dos participantes questionou a forma violenta como a polícia costuma entrar nas comunidades: “Até quando jovens sonhadores vão morrer? Ele foi covardemente assassinado. Saiu baleado e apareceu morto. Ainda foi acusado de ter baleado policial, o que não aconteceu. Era um menino querido, a comunidade está revoltada. Até quando vamos ser considerados vagabundos?”.(BNews)

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