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Sem shows na pandemia, cantor Silvanno Salles investe no comércio e abre bar em Salvador: ‘Trabalho em família’

As medidas de restrição impostas pela pandemia da Covid-19 obrigaram muitos trabalhadores, inclusive, artistas e profissionais do entretenimento, a buscar outros meios de garantir renda. O cantor de arrocha Silvanno Salles, por exemplo, decidiu abrir um boteco no bairro do Cabula, em Salvador.

Ele conta que passou grande parte do período de isolamento com a família. Sem shows, viagens e compromissos, ele se uniu ao irmão caçula e decidiu investir no negócio. A cunhada também ajuda na pequena empresa, que ele classifica como familiar.

“EU ESTAVA SEM EXPECTATIVA DE VIDA. ACORDAVA DE MANHÃ E MINHA PROGRAMAÇÃO ERA ESTAR NA CASA DA MINHA MÃE. ALMOÇAVA COM ELA, PASSAVA A TARDE COM ELA E 18H VOLTAVA PARA CASA. MÚSICA, SÓ NO RÁDIO, NO CD, NAS PLATAFORMAS DIGITAIS”.

O artista, conhecido na Bahia como “rei do arrocha”, revelou que sempre teve vontade de empreender, mas faltava tempo e a escolha do ramo mais adequado. Quando a pandemia teve início, ele decidiu tirar as ideias do papel para poder pagar as contas.

O consultor de carreiras Cristiano Saback afirma que mudar de profissão exige de coragem e busca por conhecimento. É necessário entender as próprias habilidades e saber para qual ramo direcionar a carreira, além de fazer uma pesquisa no mercado.

“EXISTEM PESSOAS QUE ACABAM REALIZANDO O SONHO DE UMA NOVA PROFISSÃO, OCUPAR NOVOS CARGOS. OUTRAS ENTENDEM QUE AQUELE HOBBY ANTIGO QUE PODE SE TRANSFORMAR EM UMA CARREIRA. E TAMBÉM TEM AQUELAS PESSOAS QUE ACABAM DESCOBRINDO O TALENTO QUE TÊM PARA EMPREENDER. MAS O IMPORTANTE É PESQUISAR PARA SABER ONDE VOCÊ VAI DIRECIONAR ESSE ENFOQUE”, DISSE.

Exemplo de mudança que foi seguido pela hoje designer de sobrancelhas Terse Rosa Carreira. Ela tinha uma empresa de acarajé, porém, por causa da pandemia, o dinheiro ficou escasso, então decidiu migrar para a área de estética.

Terse atualmente trabalha em parceria com sua companheira e as duas dividem as demandas. “Minha esposa, que é micropigmentadora, deu a ideia de me ensinar a micropigmentar. Eu a via despigmentando e aquilo, sim, me deu vontade de fazer. As clientes ao invés de despigmentar com ela, vêm para mim. Então, ela coloca a tinta e eu tiro. É basicamente isso”, falou.

(G1)

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